segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Palavras da Minha Família


A Biblioteca Escolar , no âmbito do projeto aLer+, lançou um desafio aos alunos do Agrupamento: motivar um familiar para criar um poema cujo tema é livre. 
A participação da comunidade tem sido de tal forma positiva que será elaborado um livro "acordeão" com os trabalhos recebidos. Serão, ainda, publicados neste blog 2 trabalhos por semana.
A criatividade não tem limites...afinal, temos verdadeiros poetas na nossa comunidade! 


A Escola
É dia de escola,
Todas a s crianças acordam cedo
Nas costas levam a sacola,
E de nada têm medo.

A primeira aula é Português
Os Lusíadas vão aprender
Eles só querem brincadeira
Mas assim não pode ser!

A professora na sala ensina
Os alunos atentos estão
No quadro ele escreve a matéria
Assim, cultos eles serão.

A segunda aula é Matemática
Muitos problemas têm de resolver
Há números por todo o lado
O seu raciocínio eles vão desenvolver!

Toca a campainha!
Saem a correr
Eles só querem brincar
Até anoitecer!


Poema de:  Ana Pereira

(tia de Guilherme Canha)



Cumplicidade de mãe e filha

              A mãe diz à filha:                                                                          A mãe diz à filha :
      - Vamos lá brincar!                                                                      -Que “melga” que és! J
              A filha, divertida,                                                                         A filha ofendida,
              Põe-se logo a cantar.                                                                   Arma logo banzés.

             A mãe diz à filha:                                                                           A mãe diz à filha:
            - Vamos ler um bocadinho!                                                        -Vamos lá parar!
             A filha aplicada,                                                                            A filha agitada,
            Vai para o seu cantinho.                                                             Leva tudo no ar.

            A mãe diz à filha:                                                                          A mãe diz à filha:
           - Vamos lá arrumar!                                                                     - Tem lá calma amor!
            A filha muito “cansada”,                                                              A filha enternecida,
            Vai-se logo deitar.                                                                          Muda logo de cor.

Ficam então rendidas
Com tanto “ calor”
A mãe e a filha
E tamanho amor


Poema elaborado por: Cidália (assistente técnica)
(mãe de Lara, 3º ano S. Faustino)


O Reino da Felicidade

O Reino da Felicidade é o reino que eu quero. Tinha-o pensado só para mim, mas resolvi partilhar a minha utopia com os alunos e ouvir a opinião deles.
Será que a felicidade existe?
Será que a podemos partilhar?
Como se constrói o reino da felicidade?
Quais são os atributos da felicidade?
Será verdade que a felicidade ajuda a combater a ignorância e a agressividade?
Como poderemos usar a felicidade para resolvermos estes problemas?


Vai ser uma bela discussão com a "rapaziada" do 7º ano. Uma semana inteira de tertúlia: VIVA A FELICIDADE!
Cliquem no link e vejam o powerpoint:

Onda Pina:Poesia em Movimento





O Museu Nacional da Imprensa está a preparar várias iniciativas para assinalar o 71º aniversário do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2012.
Neste contexto, a nossa biblioteca quis associar-se à iniciativa intitulada Onda Pina: Poesia em Movimento.
Assim, na Biblioteca Escolar estará exposta uma "cortina" de poemas e, nas salas de aula, serão lidos, ao longo do dia, poemas do autor.

Deixamos, aqui, alguns poemas para que se deliciem...

O jardim das oliveiras

Somos seres olhados
Ruy Belo

Se procuro o teu rosto
no meio do ruído das vozes
quem procura o teu rosto?

Quem fala obscuramente
em qualquer sítio das minhas palavras
ouvindo-se a si próprio?

Às vezes suspeito que me segues,
que não são meus os passos
atrás de mim.

O que está fora de ti, falando-te?
Este é o teu caminho,
e as minhas palavras os teus passos?


Quem me olha desse lado
e deste lado de mim?
As minhas dúvidas, até elas te pertencem.



Saudade da prosa
Poesia, saudade da prosa;
escrevia "tu", escrevia "rosa";
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou o que sabia.
E se regressava pelo mesmo caminho
não encontrava
senão palavras e lugares vazios:
símbolos, metáforas,
o rio não era o rio nem corria
e a própria morte
era um problema de estilo.
Onde é que eu já lera o que sentia,
até a minha alheia melancolia?

A um jovem poeta

Procura a rosa.
Onde ela estiver
está tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante da uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.

Se quiserem conhecer mais acerca deste fantástico escritor, visitem a Biblioteca!